Como acontece em relação a todos os tecidos do corpo humano, os ossos sofrem uma renovação constante. A saúde do esqueleto depende da destruição das células velhas e de sua substituição por outras mais jovens. Nos ossos, esse processo decorre da ação antagônica de dois tipos de células, os osteoclastos e os osteoblastos. Os primeiros são responsáveis pela corrosão dos ossos. Os segundos, por sua reconstrução. Até os 30 anos, quando o desenvolvimento ósseo atinge o seu ápice, os osteoblastos são mais ativos do que os osteoclastos. A partir dessa idade, a tendência é a de que o ritmo de destruição óssea supere o de regeneração. Depois dos 45 anos, o esqueleto tende a ficar 5% mais fraco a cada ano. Quando a massa óssea é 25% inferior ao que era aos 30 anos, o diagnóstico é de osteoporose.
Com o aprofundamento das pesquisas na área de biologia molecular e o refinamento tecnológico dos exames de imagem, conseguiu-se determinar como a saúde óssea está intrinsecamente associada à saúde muscular. Uma das evidências mais claras dessa relação vem da observação de atletas profissionais. O braço mais musculoso de um tenista, o que ele usa para bater e rebater a bola, tem pelo menos 10% mais massa óssea do que o outro. (Revista VEJA | Edição 2045 | 30 de janeiro de 2008.) |